profissoes deveriam passar a vida jogando coisas do meio, nao? rs
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Escrito por Vivi Werneck Sexta, 04 Dezembro 2009 09:02
Exclusivo - Notícia
A possível criminalização de games “ofensivos” no país está dando mesmo o que falar. O site Game Politics levantou a discussão e vários se manifestaram contra o projeto de lei
Três dias depois do anúncio de que os games violentos poderiam ser banidos do Brasil, de acordo com o projeto de lei do Senador Valdir Raupp (PMDB-RO) - aprovado pela Comissão de Educação e divulgado pela Agência Senado na última terça (Leia a matéria aqui) - muitos gamers e pessoas ligadas à indústria de jogos no Brasil se manifestaram contra o projeto de lei.
A repercussão da resolução foi tão grande que um conceituado site sobre política e jogos, o Game Politics, postou em sua página sobre o assunto. Nos comentários muitos concordaram com a opinião, postada na matéria do Nonuba Games, de que - se aprovada - a lei aumentaria a pirataria nos jogos por aqui. Outros disseram que o governo deveria se preocupar mais com a violência real no país e não nos games.
“Tenho certeza de que o Brasil está entre os dez primeiros países em assassinatos por ano. Então, sim, talvez eles devessem procurar resolver outros problemas antes de abordar a questão dos jogos”, comenta um leitor.
Aqui no Brasil, algumas desenvolvedoras independentes de jogos se mostraram indignadas com a posição do governo diante da questão dos games. O produtor da desenvolvedora Kranio Studio (RJ), Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar comentou a questão:
“Curiosamente o projeto de lei do senador Valdir Raupp (...) se contradiz na descrição dos próprios artigos citados. Também é válido observar que o senador apenas infere restrição sobre os jogos e não sobre os demais veículos, inclusive, audiovisuais. Talvez seja por não entender que os jogos digitais são ‘meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza’, como claramente cita a lei original a qual o projeto de lei busca alterar”, disse o produtor.
E completa: “Devemos observar que a lei original proíbe praticar, induzir ou incitar a discriminação o que difere em teor ao argumento de ofensa como utiliza o senador em seu projeto. A ofensa é, antes da intenção do sujeito da ação, a interpretação daquele que se sente ofendido, ou seja, é dependente de valores muito mais amplos do que pode ser racionalmente provido e, para tanto, devemos considerar que toda e qualquer comunicação é potencialmente ofensiva”.
Esse assunto ainda vai gerar muita discussão e, talvez, seja somente mais “fogo em palha” ou aquele tipo de polêmica criada só para promover o autor do projeto. Bem típico do Brasil, onde parte dos governantes, incapazes de se fazerem presentes por motivos realmente relevantes, levantam polêmicas na tentativa de mostrar que têm algum “poder”.
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