sem saber que esta em coma e não achar essa abilidade anormal (nos sonhos tudo é
possivel).
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Escrito por Guilherme Bicca Quinta, 07 Outubro 2010 11:26
Exclusivo - Curiosidade
Driver 2 foi um dos games mais marcantes do bom e velho PSOne. Quem quisesse apresentar o poderio do console a algum amigo pouco entendido, podia começar por ele
Driver 2 servia de referência para mostrar o quanto os games estavam evoluindo, já que tanto ele, quanto o primeiro Driver, eram sinônimo de liberdade de ação. Pegar um carro e chegar ao ponto de destino podendo escolher o caminho percorrido era uma experiência nunca vivenciada antes com um controle na mão em gráficos 3D. Assim, a série arrebatou uma legião de fãs e preparou milhões de gamers para um gênero que ainda estava por vir.
Agora, prestes a lançar Driver: San Francisco, o objetivo da Reflections passa por reavivar uma série que alcançou o ápice há duas gerações, mas fracassou quando tentou levar a franquia a outro nível de jogabilidade.
You are the Wheelman
O game é uma clara homenagem aos filmes de perseguição de carros dos anos 60 e 70. A fase tutorial em que é preciso realizar um número X de manobras para conseguir o trabalho foi inspirada em uma cena do filme The Driver, de 1978. Já o jogo, lançado em 1999, ocupa a 12ª posição na lista dos 25 melhores jogos de todos os tempos, para PlayStation, da IGN.
The Wheelman is Back
Começou como homenagem e ganhou sequência. No ano seguinte, em 2000, chegava Driver 2: The Wheelman is Back. O toque a mais de Driver 2 era o fato de Tanner (personagem principal) poder roubar carros para utilizar em suas missões, ou mais urgentemente, em meio a elas. O game ainda trazia, dentre as quatro cidades exploráveis, o Rio de Janeiro, com direito a Cristo Redentor e propaganda grátis para os postos Ipiranga.
Pausa para um Nascimento
Em outubro de 2002 nascia um dos divisores de águas da história dos games. Liberdade era a expressão perfeita para definir seu gênero. Mas uma melhor foi encontrada: mundo aberto. GTA III é o nome do jogo e de lá pra cá ele tem sido tão usado quanto à expressão criada para nomear o seu gênero, consagrando-o como o pai do open world.
Grand Theft Auto III apresentou uma diferença gigante em relação a jogos tradicionais de mecânicas lineares. Mas entre ele e todo o resto, teve Driver. Os conceitos do gênero mundo aberto remetem à liberdade do jogador, além de não-linearidade das ações e isso já estava presentes nos dois primeiros jogos da série. Muitos vão argumentar, e com razão, que a história segue uma sequência linear, não apresentando tramas paralelas; que o centro das ações e jogabilidade são restritas ao interior do carro; e, principalmente, que não é possível parar as missões e passear pelas cidades.
Mas Driver não é um jogo “estilo GTA” e sim um precursor do mundo aberto. Muitos elementos de GTA III, reverenciados por críticos e gamers no mundo inteiro, já apareciam em Driver numa geração de consoles anterior. Até a exploração do cenário, tão comentada, era presente em Driver 2. Bastava selecionar o modo Take a Ride para passear livremente pelas cidades já abertas. E todo o resto? Bom... teria o PSOne capacidade de hardware para suportar e disponibilizar todas as possibilidades apresentadas por GTA III no PS2 e Xbox?
A questão não é tirar de GTA o título de criador do mundo aberto, ele realmente o foi por sua completude. Mas não seria justo referenciar a um jogo que marcou época em um dos consoles mais populares da história dos videogames e que já disponibilizava elementos open world antes mesmo dele existir? GTA III é sim o pai do mundo aberto... E como Driver veio uma geração mais cedo, talvez chamá-lo de avô não seja má idéia.
Driv3r e Parallel Lines: morte inesperada
Driv3r tirou o foco das ações atrás do volante. A decisão não foi boa e o jogo teve de contar com a reputação dos seus antecessores para vender 2,5 milhões de unidades, afundando num mar de críticas e objeções quanto ao estilo e deficiência técnica da jogabilidade.
Em 2006 chega Driver: Parallel Lines. Como o nome sugere, a história segue uma linha paralela, mas a jogabilidade continua a mesma, garantindo críticas semelhantes a Driv3r, porém sem as mesmas vendas. A série perde a direção, passa maus bocados e encerra os trabalhos na sexta geração de consoles colocando seu nome em risco.
Driver: San Francisco. Renascimento
Muita coisa aconteceu desde que Driver: You are the Wheelman tornou-se um ícone e viu Parallel Lines mais parecer o último tijolo de uma lápide.
Driver: San Francisco vem não só para tentar reviver uma série, mas todo um gênero. Em 1999 quando o primeiro Driver foi lançado, venceu o Game Critics Awards, da E3, de melhor jogo de corrida. E é assim que ele deve renascer agora.
A história se passa poucos meses após o fim de Driv3r. Tanner (ausente apenas em Parallel Lines), após uma briga entra em um coma
profundo e com isso passa a poder transferir sua consciência para o corpo de qualquer pessoa, permitindo-lhe pilotar carros aleatórios que passeiam por San Francisco.
O intuito é tornar as perseguições ainda mais frenéticas não tirando o jogador do banco do motorista. E apesar do jeitão “Pai de Santo” parecer meio estranho, ele é apenas uma desculpa para tornar a ação mais intensa e ir de encontro ao resgate da essência de aterrorizar os bandidos atrás de um volante, e não com uma arma na mão.
A habilidade de se “baixar” no corpo de outras pessoas foi batizada de Shift. E ela precisa ser carregada de acordo com o número de manobras feitas durante as perseguições.
Mas enquanto em alguns pontos, Driver: San Francisco tira elementos que estavam sobrando, em outros ele adiciona. Pela primeira vez um game da série traz opção multiplayer e logo de cara com nove modalidades diferentes. Outra novidade é a presença de mais de 120 carros licenciados. Ford, Alfa Romeo, Dodge, Aston Martin e McLaren são algumas das montadoras com presença garantida. Quanto ao cenário, a Reflections garante que uma área explorável maior do que Liberty City, de GTA IV.
Se o título de “avô do mundo aberto” não for aferido com justiça à série, quem sabe Driver: San Francisco não inicia o movimento de um novo gênero? Jogo de corrida espírita.
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