SB Games 2009 - Parte II
Escrito por Vivi Werneck e Leonardo Marinho Segunda, 12 Outubro 2009 15:58
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Discussão sobre políticas públicas agita segundo dia do SB Games 2009
No segundo dia do SB Games 2009, na PUC-Rio, uma palestra sobre Políticas Públicas para o setor lotou o auditório Padre Anchieta, no Campus Gávea. O debate, parte da trilha científica sobre a indústria de games, reuniu o secretário Alfredo Manevy, do Ministério da Cultura, Emiliano de Castro e Andre Penha, ambos da Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (ABRAGAMES), Jason Della Rocca, da Perimeter Partners, John Forman, da Softex, e Pedro Alem, da Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).
As discussões giraram em torno da competitividade internacional. Para os participantes, o Brasil está distante dos primeiros colocados na indústria de games, já que o país não é detentor da propriedade intelectual que fabrica os jogos e ainda não tem um mercado
consumidor interno consolidado. Manevy comparou essa situação com a realidade do futebol brasileiro: “A gente faz os craques, mas não faz o espetáculo”, analisou.
Uma das soluções apresentadas por ele seria a criação de políticas públicas envolvendo financiamento, tributação, incentivo à pesquisa universitária, novos modelos de negócios e mudanças intelectuais: “Nós não queremos paternalismo. Nós queremos política pública e parceria com o Governo”. No final do debate, houve o anúncio do BR Games 2010, que levantou aplausos da plateia.
Além da exposição de artigos e posters, dois keynotes se apresentaram no ginásio da PUC-Rio neste segundo dia de atividades. Pela manhã, Jason Della Rocca falou sobre “A paisagem em transformação da indústria de games global”. Dentre os questionamentos levantamos por Della Rocca está o dilema do aumento no preço final do produto, neste caso os games, em decorrência do aumento da tecnologia empregada. Para ele, "uma das soluções para o problema é a utilização de mão de obra barata em países asiáticos".
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