BlazBlue: Calamity Trigger - Reaprendendo a lutar no videogame

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PC - Análise

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Tags: BlazBlue , BlazBlue Calamity Trigger , BlazBlue fight game

Se você é um apreciador de bons jogos de luta, com certeza já jogou pelo menos uma vez Guilty Gear - e gostou. A mesma esquisitice desta franquia Cult de luta também fará parte do seu sucessor espiritual, BlazBlue

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Guilty Gear é Cult, pois conseguiu manter por anos uma ótima qualidade em games de luta 2D, mesmo quando o gênero foi perdendo cada vez mais espaço. Por isso, dar uma chance a BlazBlue é uma boa, pois embora este game viva numa ambientação totalmente nova, o jogo é praticamente o mesmo. BlazBlue (PS3, Xbox 360, PC e PSP) traz doze personagens prontos para a ação. Destes, dez tem uma história que é interligada entre todos eles, de uma forma ou de outra. O centro da história é Ragna, um cara que tem uma espada enorme e muito mistério.

bb2Estes doze lutadores participam de cinco modos de jogo, todos bem conhecidos dos jogadores de luta: Arcade (lute contra 10 em sequência e “zere o jogo”), Network (o óbvio modo online), Versus (preciso explicar este?) e o Score Attack, no qual você tem de fazer mais pontos que o computador Mas o foco principal do game é o Story. A trama que mostra cada um dos personagens e as suas motivações vai se completando após você conseguir destravar a maior parte dos pedaços.

Mas é chato, pois esperamos - e estamos acostumados - com vídeos ou cenas pré-renderizadas contando a história, aqui o que temos são apenas textos na tela e imagens de fundo, como na época 16-bit, com apenas a voz do personagem recitando o escrito como algo a mais. Porém, mesmo de uma maneira simples, a história consegue ser bem contada.

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Um pedacinho da história: uma facção controla hoje um poder que se chama Armagus. Todos os personagens estão envolvidos com este poder e Ragna, o já citado pivô do game quer destruir esta facção. A partir daí, só jogando para entender mesmo. Mas isso não significa nada se as lutas forem mornas e sem sal, certo? Então vamos começar pelo figurino tão extravagante quanto de seu “antecessor” que combina com o visual geral do game, bem maluco.

Uma vez o locutor gritando “Rebel 1, 2 e 3!” você vai perceber que tudo o que aprendeu em Street Fighter e King of Fighters não vão servir de nada em BlazBlue. Lembra aqueles jogos antigos que podíamos selecionar o turbo e jogar mais acelerado? Pois com certeza este jogo veio assim de fábrica, pois é muito rápido. Isso não é uma crítica negativa, apenas é uma das muitas coisas que merecem adaptação.

O controle é simples, porém confuso, pois mesmo com apenas quatro botões, a disposição é confusa e num primeiro momento você nem sabe o que faz cada um. Mas dá para combinar ataques e também dá para dar os famosos especiais. Porém, nada que uma visitinha no settings e no practice não resolvam.

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Mas mesmo com um controle confuso, vale destacar a personalidade exclusiva de cada personagem. Podemos dizer que cada um dos doze tem uma jogabilidade totalmente personalizada, trazendo movimentos únicos e totalmente pessoais. Uma adição interessante no sistema de jogo é o golpe desesperado. Ele serve para acabar com qualquer ataque e manda o oponente para longe. Como custa a sua barra de defesa toda, então deve ser usado mesmo em situações desesperadas.

O visual é um show a parte. Animações excelentes e sprites 2D animais fazem parte do pacote, ainda contando com efeitos que aparecem a toda hora. Os cenários também são lindos e bem trabalhados, ajudando na particularidade de cara personagem. Vale lembrar: tudo usando - bem - o jeitão anime de arte.

O som também dá conta do recado, com uma barulheira que não torra a paciência, o que mostra o cuidado com esta parte, e com músicas aceleradas como o game. Todas baseadas em músicas de anime, claro. Online também é divertido, pois BlazBlue tem um modo online lapidado com ranking e muitas opções de lutas para os veteranos e novatos. Um sistema te ajuda saber qual sala é mais adaptada para você, pela sua conexão e outros fatores. Uma idéia, aliás, que deveria ser explorada melhor por outros títulos.

E fecha o pacote muitos elementos para serem destravados de imagens, sons e até golpes novos. O que faz de BlazBlue uma aventura sólida, bem preparada e que vale a pena ser jogado. Vale a pena reaprender a lutar no seu console ou PC.

Seu navegador no suporta o vdeo. Link para o vdeo: http://www.youtube.com/v/OGk7cSKK1iE

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