Half-Life 2 - Resgate o pé-de-cabra e vá atrás dos headcrabs!
Escrito por Thiago Rufino Quarta, 17 Março 2010 14:24
PC - Análise
Half-Life 2 foi lançado em 2004 e tinha uma difícil missão pela frente: ser revolucionário e tão bom como seu antecessor. A Valve fez um excelente trabalho e inovou mais uma vez, tornando o título um divisor de águas entre os jogos de tiro
O primeiro game da série foi um marco no final da década de 1990. Half-Life foi aclamado pela crítica especializada e se tornou um dos jogos mais importantes de todos os tempos. Quem teve a oportunidade de jogar sabe que não estou mentindo.
No segundo título, o jogador também assume o comando do cientista Gordon Freeman. Ao invés dos laboratórios subterrâneos de Black Mesa, Freeman desembarca em uma cidade dominada por alienígenas humanoides que escravizaram os humanos. O início da
narrativa é ritmado assim como no game antecessor, o que deixa o roteiro ainda melhor. A partir daí, a história acontece de forma incrivelmente bem elaborada, repleta de ação e momentos memoráveis. Prepare-se para tiroteios incríveis, fugas frenéticas e todos os elementos característicos dos bons shooters.
A física do game é perfeita, esse é o destaque principal de Half-Life 2. Quase todos os objetos do cenário podem ser movidos do lugar, basta utilizar a arma anti-gravitacional. Pedaços de madeira, caixas, serras e o que mais surgir pelo caminho podem ser arremessados nos inimigos.
A arma anti-gravitacional é uma das novidades que tornam a jogabilidade mais interessante. Mas o bom e velho pé-de-cabra também está presente e nada melhor do que ele para dar conta das centenas de headcrabs que encontrará pelo
caminho. Ainda hoje, os gráficos de Half-Life 2 não fazem feio. Os cenários são muito bem produzidos e realistas, assim como os personagens. A textura da água e os efeitos de luz do game são perfeitos, sem contar as passagens de dia para noite.
Infelizmente o título tem falhas, a principal delas é a falta dos braços de Freeman para pilotar os veículos. Já imaginou dirigir um carro e fazer curvas sem utilizar as mãos? A sensação é um pouco desconfortável no início, mas depois dá para acostumar. O final também deixou um pouco a desejar quando comparado com todo o enredo. Faltaram explicações para dar um desfecho melhor a uma das melhores aventuras já produzidas para os gamers. Se você ainda não teve a oportunidade do jogar Half-Life 2, não perca mais tempo. Deixe Gordon Freeman ser o seu guia para explorar lugares que ficarão para sempre na memória.
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