Rogue Warrior - Game com um Chuck Norris sem sal desaponta feio
Escrito por Júnior Candido Quarta, 23 Dezembro 2009 13:12
PC - Análise
Um oficial do exército entra sozinho na base e sai metralhando todos a torto e a direito. Um game do Bradock ou do Chuck Norris? Não. É apenas Rogue Warrior
Dick Marcinko foi um oficial da marinha americana que montou o primeiro time anti-terror dos EUA. Polêmico por sua postura e suposto envolvimento com grupos privados de segurança, aqui ele estrela um game de tiro em primeira pessoa que rola em 1986, na Coreia do Norte.
Mas ao invés de fazer do game uma biografia sobre o “mocinho”, o game é praticamente como um filme do Chuck Norris. Marcinko sempre está sozinho no meio de um monte de inimigos e sai matando todo o mundo sem nenhuma discrição de uma força tática. É metido a malvadão e sempre solta aquelas frases toscas quando derruba um inimigo.
Até que tudo isso seria bacana, se o jogo funcionasse. O problema é que você não consegue acertar um inimigo nem a queima-roupa. O sistema de impacto é sem-vergonha e não é raro às
vezes em que você atira e não acontece nada. Falho também é o sistema de stealth. Como Metal Gear Solid, nosso herói deveria passar despercebido. Deveria, pois com este sistema falhando também, você pode passar por baixo do nariz do guarda e nada acontecer. Na prática, é só andar atrás do guarda e desviar para qualquer lugar, sem sombra nem nada. Isso sem contar os guardas sem ação quando são pegos, que ficam parados sem se importar que estejam levando tiros.
Em menos de 5 horas você termina a campanha, perde a paciência com o multiplayer pobre e com o modo online tosco: é mais difícil ficar conectado do que matar algum oponente, isso quando tem oponente para jogar. Completa o pacote gráfico dignos de Playstation 2, sons chatos de doer e dublagens mais mal feitas do que novela mexicana. Fuja enquanto é tempo, já que Marcinko não está bem da vista para te acertar.
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